Gestão de qualidade na indústria de software.

Gestão de qualidade na indústria de software.
Na indústria de software, com a prestação de serviços associados, a gestão da qualidade é fator determinante para o sucesso, desde o momento da concepção até a entrega do produto final.
A gestão da qualidade é uma ciência, e como tal, é executada segundo metodologias e práticas amplamente difundidas e comprovadamente eficazes. Há, no entanto, uma característica nem sempre mensurável e tampouco incluída nos conteúdos programáticos dos programas de treinamento em Sistemas da Qualidade: trata-se da “Paixão por fazer bem feito” ou, mais especificamente na indústria de software: “Paixão por desenvolver e entregar um bom produto e prestar ótimos serviços”.
Essa paixão, quando percebida, está incorporada à cultura organizacional. É o jeito de ser das empresas que primam pela qualidade em tudo o que fazem. Empresas que reúnem profissionais cujas principais competências são a excelência e o foco no cliente, e que priorizam acima de tudo, atender de verdade, facilitar sempre, agregar valor e tornar cada experiência diferenciada. Os profissionais dessas empresas atuam com clareza e simplicidade diante das dificuldades, anteveem situações, transmitem segurança sincera, sabem trabalhar em equipe e finalmente conseguem fazer seu cliente ganhar tempo, aumentar produtividade e ser bem-sucedido.
Confira abaixo duas situações reais do cotidiano que revelam o valor da qualidade e do prazer de fazer bem feito:

Situação #1: não tenho muitas habilidades em trabalhos manuais, mas, aprendi e gosto muito de fazer crochê, tapetes de arraiolos e bordados em ponto de cruz. Quem conhece esse tipo de arte sabe que ao executar a sequência de pontos pode acontecer, por uma distração qualquer, um ponto errado. Esse não seria um problema muito sério não fosse pelo fato de que normalmente você só percebe o erro, muitos pontos, carreiras, fiadas depois. Esse desgosto me aconteceu muitas vezes e, garanto a vocês, depois de passar alguns minutos desolada olhando para aquele ponto do trabalho, tentando imaginar alguma forma de corrigir o erro, não hesitei e desmanchei tudo que tinha feito depois do maldito | bendito ponto errado e recomecei, com muito mais atenção, é claro.

Situação #2: hoje iríamos almoçar fora, mas, por um desencontro de horários e pessoas, os planos mudaram e fui para o fogão preparar o almoço. Sem muita inspiração sobre o que fazer, chequei na geladeira e havia alguma coisa mais básica já preparada e que tive pena de desperdiçar. “OK, vou aproveitar esta comidinha que sobrou do dia anterior e vou complementar com mais alguma coisa”. Mais uma olhadinha na gaveta de legumes e decidi cozinhar brócolis. “Vamos dar uma incrementada nesse brócolis. Posso cobrir com uns ovos batidos e uns pedacinhos de queijo e levar ao forno”. Quando coloquei na travessa, percebi que ficou muito sem graça e com ares de que não ia dar certo. “Acho melhor preparar um molho branco e cobrir com parmesão ralado para gratinar”. Fiz isso e servi. Acreditem: o prato foi aplaudido pela família. Acabo de inventar uma receita: Fragão’s brócolis.

Se associarmos as duas situações acima ao mundo da tecnologia, podemos afirmar que a primeira solução aplicada foi o ajuste de uma não conformidade e a segunda foi a adoção de uma solução de contorno e que, neste caso, evoluiu para um novo produto | funcionalidade.

 

Em ambas, no entanto, há um ponto em comum que é o prazer de fazer bem feito. Não se contentar com o mediano, o “mais ou menos”. Fazer o melhor e se sentir bem com o resultado.

“Mariângela Fragão, PMP – Gerente de Suporte e Relacionamento & Arquitetura de Soluções”.