Low Touch Economy: o que é e como adaptar o seu negócio

Low Touch Economy: o que é e como adaptar o seu negócio

O surgimento da COVID-19 e a necessidade de isolamento físico provocou uma mudança abrupta na rotina das pessoas. Podemos afirmar que o coronavírus foi o marco para uma nova era, marcada por mudanças sociais e econômicas, com forte presença da tecnologia para viabilizar a comunicação.

Nesse cenário, surge a Low Touch Economy, que deve impactar de maneiras diferentes cada nicho de indústria.

O que é Low Touch Economy?

O termo pode ser traduzido como “economia de pouco contato” e indica um novo comportamento de empresas e de consumidores, pautado pela diminuição do contato físico nas transações comerciais, permitindo que a economia continue a girar com segurança e diminuindo os riscos à saúde.

Já podemos observar diversos efeitos dessa abordagem, como mudanças nos hábitos do consumidor, alterações nas cadeias logísticas, forte adoção do delivery e aumento da preocupação com cuidados de higiene.

Um estudo realizado pela Board of Innovation afirma que os efeitos da Low Touch Economy devem estar presentes no nosso cotidiano por, pelo menos, os próximos 1 ou 2 anos. Essa nova realidade também traz uma grande instabilidade para o mercado, obrigando as empresas a se adaptarem rapidamente às próximas mudanças.

Porém, esta adaptação precisa ser avaliada com profundidade, observando as particularidades de cada empresa, concepção dos serviços, rotinas, fluxos de trabalho e, principalmente, o impacto de longo prazo nas relações humanas entre os empregados e a repercussão nas entregas da companhia.

Qual o impacto para os diferentes setores?

Os mercados que lidam com concentração e movimentação de pessoas estão sendo os mais afetados durante o isolamento. Em nichos como os de música, turismo e esportes, podemos observar uma grande paralisação das atividades.

Bares e restaurantes também foram bastante impactados com o isolamento, sofrendo uma queda brusca de movimentação. Alguns conseguiram se reinventar adotando serviços de entrega como parceiros e concentrando as demandas no delivery. Porém, bares voltados para o entretenimento, que tinham boa parte de sua receita baseada na movimentação de pessoas, estão tendo mais problemas durante o período.

Também observamos um crescimento dos estudos on-line, além da grande necessidade de terapia remota para combater problemas como ansiedade e depressão, que tendem a aumentar como consequência do isolamento.

O “olhar para as pessoas” nunca esteve tão em evidência como agora: atenção, respeito e gestão humana são essenciais para a adoção de um novo modelo de trabalho que traga benefícios para toda a cadeia produtiva.

Como a Low Touch Economy está mudando o ambiente de trabalho?

Como resposta ao trabalho remoto, há uma tendência natural de diminuição de escritórios e espaços de empresas. Também cresce a demanda por mobiliários e equipamentos, resposta à necessidade de adaptação da casa para que as funções sejam exercidas com conforto e ergonomia.

Os gestores passam a administrar a equipe à distância, adotando ferramentas que possibilitem a comunicação e o monitoramento do desempenho. Alguns profissionais relataram aumento na qualidade de vida e, consequentemente, na produtividade. Outros sentem dificuldade para se adaptar dentro desse novo ambiente.

Como adaptar o negócio a essa nova realidade?

Para que a sua empresa possa operar no modelo low touch, é importante buscar soluções que permitam a atuação à distância. Isso significa o uso de ferramentas digitais para a realização das atividades e uma forte presença na internet, afinal, toda a divulgação e o atendimento ao consumidor deverão se basear nesse meio de comunicação.

Também é importante pensar em outros modelos de gestão de colaboradores, a fim de manter o alinhamento em torno dos objetivos e a cultura organizacional viva.

Negócios que lidam diretamente com a oferta de mercadorias ao consumidor precisam adotar o delivery em seus atendimentos, para que o cliente sinta segurança na compra e não precise se deslocar até o espaço físico.

Outro ponto essencial é reforçar as medidas de higiene e deixar isso claro na comunicação com o cliente, aumentando a segurança na aquisição dos produtos.

Passados tantos meses de uma pandemia, com o abrandamento do distanciamento social em diversas regiões e crise mundial sem precedentes, as decisões exigem pé no chão: menos emoção e mais razão para alcançar resultados sólidos na escassez.