Futuro do Trabalho: como o Open Talent está redefinindo as relações profissionais
Nos últimos anos, o mundo do trabalho tem sido inundado com termos como home office, trabalho híbrido, burnout, empowerment, demissão silenciosa, reskilling e upskilling. Se você atua em Recursos Humanos, é provável que já esteja familiarizado com muitos desses conceitos. Mas e quanto à Economia do Valor – Open Talent? Você já ouviu falar sobre isso?
De acordo com a Deloitte, a “open talent economy” refere-se a uma nova dinâmica de interação entre empresas e profissionais. Essencialmente, é uma abordagem que integra simplicidade e agilidade nos negócios, alavancada pela tecnologia. Nesse modelo, profissionais independentes são contratados para projetos específicos e temporários, permitindo-lhes trabalhar em múltiplos projetos sem vínculo exclusivo com um único empregador.
Embora possa parecer similar aos conceitos tradicionais de freelancer, consultoria ou terceirização, o Open Talent é uma evolução dessas práticas. Ele redefine as relações de trabalho através da inteligência e tecnologia, tornando-as mais flexíveis, escaláveis e dinâmicas. A relação é formalizada entre CNPJs, promovendo uma conexão mais eficaz entre as necessidades específicas dos contratantes e as habilidades direcionadas dos contratados.
Características do Open Talent
Embora o conceito ainda esteja se consolidando, algumas características definidoras do Open Talent já podem ser destacadas:
- Equilibrado: Reconhece que cada profissional tem um ritmo de trabalho próprio, permitindo um equilíbrio saudável entre vida pessoal e profissional. A produtividade é maximizada respeitando o fluxo individual, desde que metas e prazos sejam cumpridos.
- Talento em Foco: Valoriza a excelência e o profissionalismo, priorizando a qualidade do trabalho sobre burocracias tradicionais. A expertise e a criatividade dos profissionais são fundamentais, promovendo uma cultura de impacto em vez de processos rígidos.
- Colaborativo: A colaboração é essencial, com todas as partes comprometidas em alcançar os melhores resultados. O compartilhamento de conhecimento e experiências cria um ciclo de melhoria contínua, onde o sucesso é coletivo.
- Eficiente: Focado na entrega de resultados concretos, a eficiência é medida pela qualidade e impacto das entregas, não apenas pela quantidade de trabalho realizado.
- Dinâmico: Permite a combinação ágil de diferentes projetos e perfis profissionais. As equipes são ajustadas conforme a demanda, garantindo que as habilidades certas sejam aplicadas no momento certo, maximizando eficiência e inovação.
- Flexível: Adaptável às necessidades e disponibilidades de contratantes e contratados, o modelo promove um ambiente de trabalho saudável, onde prazos e prioridades podem ser ajustados sem comprometer a qualidade.
Conclusão
O modelo tradicional de trabalho, focado exclusivamente em talentos internos, está se tornando obsoleto. O Open Talent se alinha perfeitamente à nova economia, que valoriza fluidez, dinamismo, flexibilidade e criatividade. Ele já forma a base do futuro do trabalho, que se move em direção a cenários mais estratégicos, coerentes, descentralizados e abrangentes, reunindo profissionais multifacetados com diversas experiências e formações.
E você, acredita que o futuro do trabalho é Open Talent?
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