O que o RH vai ouvir no CONARH (e o que precisa escutar agora)
Agosto se aproxima e traz consigo o maior evento de Recursos Humanos da América Latina: o CONARH. Durante três dias, o São Paulo Expo vira palco para debates sobre liderança, cultura, inovação, diversidade e outros temas que moldam o futuro do trabalho.
A programação promete conversas relevantes, abordando os desafios da gestão de pessoas sob novas perspectivas. Mas, entre os auditórios e estandes, muitas vezes surgem temas que, apesar de fundamentais, já são bastante conhecidos pelos profissionais da área (como employee experience, IA no RH, gestão de talentos e bem-estar emocional). São pautas importantes, sim, mas que nem sempre encontram espaço para virar ação no dia a dia das empresas.
A questão que fica é: como transformar esses debates em mudanças concretas? E mais importante: o que precisa ser priorizado para isso acontecer?
As palavras da vez (e os desafios por trás delas)
A agenda do CONARH 2025 já dá pistas do que estará em destaque: inteligência artificial no RH, liderança empática, saúde mental como estratégia organizacional e cultura orientada por dados. O discurso avança, mas a realidade operacional ainda impõe barreiras.
A IA mesmo aparece como solução para automatizar tarefas repetitivas e liberar tempo para decisões mais humanas. O potencial é enorme. Só que, na prática, muitas equipes ainda enfrentam dificuldades com processos manuais, sistemas que não se integram e informações descentralizadas.
O que o RH precisa entender
Enquanto as tendências do momento ganham os holofotes, o cotidiano dos profissionais de RH ainda é marcado por desafios que dificultam o avanço estratégico.
A transformação digital, por exemplo, é apontada como obstáculo por 53% dos RHs no Brasil, segundo levantamento do Boston Consulting Group em parceria com a Federação Mundial de Associações de Gestão de Pessoas (WFPMA, na sigla em inglês).
Já a inteligência artificial é prioridade para 75% dos líderes. Ainda assim, apenas 20% dizem ter aplicações claras de IA em seus sistemas, de acordo com a MIT Sloan Management Review. A pergunta que fica é: por que a prática ainda não acompanha o discurso?
E não para por aí. Conforme o relatório do HR Innovation 2024, apenas 26,4% dos departamentos de RH utilizam tecnologias de people analytics, enquanto a maioria ainda depende de processos manuais para tomar decisões. Isso gera análises demoradas, dados pouco confiáveis e faz com que oportunidades estratégicas sejam perdidas.
Além disso, o ritmo das mudanças impacta diretamente os colaboradores. Segundo a pesquisa “Hopes and Fears 2024” da PwC, 87% dos trabalhadores brasileiros se sentem preparados para novas formas de trabalho, mas 52% relatam que há mudanças demais acontecendo ao mesmo tempo – o que reforça a importância de lideranças preparadas e de uma cultura forte para apoiar as transformações.
Mais do que acompanhar tendências, o RH precisa de recursos concretos para que boas ideias se tornem práticas possíveis. E isso passa por sistemas integrados, infraestrutura moderna e gestão preparada para fazer o futuro acontecer – aqui e agora.
Mais do que tendência: clareza sobre o que importa
Em um cenário cada vez mais impulsionado por novas ideias e narrativas, ganha espaço quem consegue distinguir o que inspira do que realmente transforma. Isso vale especialmente para o RH, cuja missão estratégica exige foco, consistência e estrutura.
Não se trata de escolher entre inovação e realidade. Temas como liderança humanizada, bem-estar e inteligência artificial são importantes e devem, sim, fazer parte da pauta. Mas, para que avancem além das apresentações e se consolidem como práticas duradouras, é preciso garantir uma base sólida: processos integrados, dados confiáveis, tecnologia flexível e aderente à operação de cada empresa.
É nesse ponto que a conversa evolui. E é justamente aí que a Techware se posiciona: como uma parceira que entende as tendências, mas atua onde elas realmente encontram espaço para acontecer – na rotina, nos sistemas, nas decisões do dia a dia.
Enquanto o CONARH convida a pensar o amanhã, fica a reflexão: seu RH está pronto para transformar boas ideias em resultados concretos hoje?
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